Filhos precoces?
desabafo, filhos, infantil maio 28th, 2010
Quem aí tem filhos “pequenos”?
Até quando podem ser considerados pequenos?
Quem determina este momento, nós, as mães, ou o mundo?
Eu tenho apenas uma menina, o que, posso garantir, não é pouco.
Fico me perguntando se as mães de meninos enfrentam as mesmas dificuldades. Eu tenho observado que meninos, pelo menos nessa primeira fase, quando se migra da infância para a pré adolescência, são bem mais tranquilos. Não ficam enlouquecidos com a Lady Gaga (maldita Lady Gaga), nem perdem horas na frente do espelho analisando se cada fio de cabelo está no lugar perfeito.
Parece que os meninos passam mais tempo envolvendo-se com as coisas simples da infância. Acho que são mais “desencanados”. Ou demoram mais para “encanar” com os mistérios da vida quase adulta.
Não estou aqui afirmando que a minha filha não é mais criança. Longe disso, eu espero.
Mas uma série de mudanças começam a despontar dissimuladamente no comportamento das meninas, nos forçando a aceitar uma das maiores verdades da vida: o tempo passa pra todo mundo.
Não acredito que seja possível estabelecer uma idade exata para identificar esta transição.
Ela ocorre aos poucos, no começo, e depois vem como um tsunami devorando tudo que encontra pela frente.
Cristo!
Cada criança tem sua própria hora para descobrir que a Xuxa é muito cansativa, chata mesmo.
Ao seu tempo, cada criança vai deixando de lado os minutos no parquinho para passar mais tempo no quarto, ouvindo música (maldita Lady Gaga).
As meninas, especialmente, não permitem mais que as enchamos a cabeça com lacinhos e amarrações esdrúxulas.
Em troca, começam a interessar-se por esmaltes.
Mas, será que isso é tão ruim assim?
Existem aqueles pais/mães radicalmente contra que crianças utilizem apetrechos definidos como exclusivos do mundo adulto.
Maquiagens e esmaltes são expressamente proibidos em algumas casas.
Eu acredito que, em determinado grau, devem até ser estimulados. Existe algo mais fantasioso do que o ato de se maquiar?
Para mim, ao pintar as unhas de maneira a imitar a mãe (ou a maldita Lady Gaga), ao colorir os lábios e as pálpebras, as meninas pequenas nada mais fazem do que dar asas à imaginação e brincar de faz de conta como convém a toda criança.
Óbvio que alguns cuidados devem ser considerados, como, por exemplo, garantir que isso seja apenas uma brincadeira. Nunca uma obrigação. Averiguar a qualidade dos produtos, pois estarão em contato com a pele das crianças. E estabelecer limites de tempo e espaço para estas brincadeiras.
Fora isso, pouco podemos fazer além assistir o tempo passar, orientar o melhor caminho, e torcer para que ele seja seguido.






