Beijinhos e decotes

desabafo, mulher, respeito agosto 19th, 2010

Sempre achei ridícula a ideia de mulheres queimando sutiãs em praça pública.

Sempre entendi a peça de roupa íntima como uma grande aliada na arte da sedução, valorizando a forma do corpo feminino e velando ou revelando, conforme convém.

Mais do que isso.

Entendo que uma bela (e confortável) lingerie  tem, inclusive, o poder de levantar a auto estima de uma mulher.

Acontece que há bem pouco tempo, apenas, consegui perceber que só considero o sutiã uma peça de roupa sensual porque algumas mulheres corajosas e obstinadas tiveram a audácia de fazer uma fogueira em praça pública com o dito cujo.

Pra quem não entendeu, é assim, até pouco tempo atrás não tínhamos o direito de fazer muitas escolhas. Não tínhamos o direito de escolher nem mesmo andar sem sutiã.

Não tínhamos o direito de escolher nossos representantes políticos, nem o direito de escolher carreiras profissionais.

Nossas escolhas se resumiam às marcas de sabão em pó ou achocolatado.

Eu, que nunca entendi muito bem o feminismo, pude perceber que toda a minha ignorância é fruto da luta de algumas mulheres que viveram situações extremas de preconceito e discriminação e, rebelando-se contra isso, me proporcionaram um mundo onde homens e mulheres são relativamente iguais.

Relativamente.

Agora cheguei onde eu queria.

No meu mundo, não percebo discriminação entre os salários de homens e mulheres.

Fora a jornada dupla de trabalho, quando chegamos cansadas e temos que, no mínimo organizar (quando não executar) toda a rotina das tarefas domésticas, somos mais ou menos iguais.

Temos bons cargos, bons salários, boas promoções e benefícios que visam equilibrar as diferenças entre os sexos.

Mas nem tudo é essa maravilha.

Ainda paira sobre a mulher uma atmosfera de desconfiança que, à menos chance, ressalta o aspecto sexual de um relacionamento.

Como assim?

Basta uma mulher ser bonita para carregar a pecha de burra. Se for loira, então, coitada.

Se uma mulher nova e bonita alcança sucesso profissional, logo surgem os comentários de que está dormindo com alguém.

Isso é cruel. Mas é fato.

Acaba que precisamos nos defender adotando comportamentos defensivos.

Eu, por exemplo, sou contra os beijinho em ambiente de trabalho.

Radicalismo? Porque?

Se dois homens se encontram, em ambiente de trabalho, naturalmente cumprimentam-se com apertos de mão.

Porque, então, quando homens e mulheres se encontram surgem os beijinhos?

O problema é que muitas mulheres não se dão conta, algumas vezes por ingenuidade, muitas vezes por malícia, que este tipo de comportamento só prejudica, ressaltando as diferenças e cobrindo-nos com o manto da inferioridade.

Pior que os beijinhos, sem dúvida, são os decotes.

Claro que eu acho meus peitos bonitos e sinto-me bem em valorizá-los.

Mas existe local e ocasião pra tudo.

Quando uma mulher expõe um pouco mais qualquer parte do corpo, esta acaba sobressaindo-se às qualidades intelectuais. Não dá pra fugir disso.

Não que eu tenha a intenção de decretar o uso de burca nas empresas.

Mas, bom senso, este sim, deveria ser obrigatório.

Amiga sabonete

mulher julho 26th, 2010

Amiga sabonete é aquela que a gente não tem muita intimidade.
Vemos tão pouco que acabamos sem conhecer a fundo.
As vezes a amizade existe por anos, mas nunca se aprofunda ao ponto de criar aquela cumplicidade característica de velhos amigos.
Se precisarmos dar um presente para a tal amiga, acabamos recorrendo ao bom e velho sabonete. Ou creme hidratante, loção perfumada. Pois nem um livro somos capazes de escolher para a amiga sabonete.
Acontece que R. é minha amiga há tantos anos que nem sou mais capaz de contar quantos.
No entanto, nos últimos tempos (10 anos) temos nos visto tão pouco que, ao ser convidada para o seu aniversário, não consegui lhe comprar nada, além de sabonete.
Não importa se ela gostou do presente (e parece ter gostado), não conhecê-la mais, ao ponto de precisar recorrer ao sabonete, me doeu tanto que decidi rever meu conceito de amizade e dar mais atenção àqueles que me são caros.
Ainda não cheguei no ponto ideal. Ainda estou devendo em presença e atenção aos meu amigos.
Mas já melhorei bastante.
Prometo que este ano vou arrasar no presente.

Amiga de infância

beleza, desabafo, dieta, mulher julho 16th, 2010

A amiga foi morar em outra cidade, um pouco longe, mas volta e meia retorna à cidade natal para visitar a família.

É nestes momentos que conseguimos nos encontrar e colocar a fofa em dia.

Adoro.

Conversa vai, conversa vem, falamos das fulanas e ciclanas da adolescência, por onde anda cada uma, que fim levou.

- Aquela tá bem gorda. Acho que é um pouco de falta de vergonha na cara.

- Ai não, amiga. Não diz isso. Porque eu, que vivo tentando perder os quilos que ganhei, é que sei da luta que é emagrecer. Não é fácil.

- Ha! Mas tu estais beeem mais magra do que a última vez que eu te vi.

- Que nada. Ainda não consegui me controlar.

- Tá, sim. Tá beeeem mais magra.

A amiga foi embora, e eu fiquei pensando… faz tempo que eu não consigo emagrecer.

Se ela acha que eu estou beeeem mais magra, e se eu emagreci, de fato, foi muuuuito pouco… isso quer dizer que da última vez que ela me viu se assustou em silêncio, porque me achou muuuuito gorda.

Deu. Não pensa, Maite. Não pensa.

P.S.: Amiga, caso você passe por aqui. Não precisa se explicar. Eu te amo. E to gorda mesmo. Mas to feliz. E tenho certeza que isso também te deixa feliz.

Pra não dizer que não falei do Bruno

crítica, desabafo, filhos, morte, respeito, vergonha julho 14th, 2010

- Filha, vem cá. Tais vendo esse caso do goleiro?

- Tô.

- E o que estais entendendo disso?

- Que a moça teve um filho com ele pra ficar ganhando a pensão e ele não quis pagar e matou a moça.

- É isso mesmo. Mas o que a mamãe quer que tu entendas, é que o mais importante dessa história é que o fato dele ser famoso, de ser um ídolo do futebol, não faz dele uma boa pessoa. A moça o escolheu para ser pai do filho dela pelos motivos errados. E pagou muito caro por isso. As vezes uma pessoa sabe chutar, ou agarrar uma bola, sabe cantar, interpretar um texto, e por isso se torna alguém admirado por todos, sem que sequer se avalie o seu caráter. O que a mamãe quer te ensinar é que a fama de uma pessoa não corresponde ao seu valor real e uma pessoa deve ser admirada por ser boa, não apenas por estar numa posição de destaque.

Não vou escrever aqui que o tal do Bruno é um bandido (coisa que eu acho), porque ele ainda não vou julgado e condenado, por isso ainda é apenas um suspeito.

Também não vem ao caso ressaltar os requintes de crueldade do caso, nem o número de envolvidos. Não vou comentar nem sobre a relação homossexual (pois homem que tatua declaração de amor ao amigo nas costas é o que?). E nem vou me deter aos detalhes promíscuos da vida da vítima.

Pra mim, o que realmente importa neste caso é que simplesmente por agarrar bolas um sujeito sem escrúpulos foi alçado à posição de ídolo, atraindo a atenção de jovens, oportunistas ou não.

O que pode parecer natural, pois estamos no país do futebol.

Isso não é natural. Eu não acho. Natural seria admirar o sujeito que leva uma vida correta, se dedica aos estudos e ganha prêmios por um trabalho relevante.

É esse mundo que eu quero pra minha filha.

Internet segura para as crianças

filhos julho 12th, 2010

Na minha opinião, nada é mais eficaz, em matéria de segurança das crianças, seja on ou offline, do que uma boa conversa, ou várias, e o acompanhamento constante dos pais.

Sobre a conversa, cabe aos pais definir o tom e o momento certo.

Já quanto ao acompanhamento, algumas ferramentas vêm nos ajudar, e muito, nesta tarefa.

Por causa da Sam Shiraishi fiquei conhecendo o Norton™ Online Family, programa que permite acompanhar os passos de seus filhos na internet.

Para entender melhor como isso funciona, vale visitar o post da Sam, que é representante da Norton na América Latina e está reunindo um grupo de pais para testar a funcionalidade em suas famílias.

Achou interessante e quer participar? Entra aqui e comenta sobre o seu interesse.

Eu já fiz o meu cadastro e vou começar a utilizar esta semana.

Depois volto aqui pra contar o que tô achando.

Filhos precoces?

desabafo, filhos, infantil maio 28th, 2010

Quem aí tem filhos “pequenos”?

Até quando podem ser considerados pequenos?

Quem determina este momento, nós, as mães, ou o mundo?

Eu tenho apenas uma menina, o que, posso garantir, não é pouco.

Fico me perguntando se as mães de meninos enfrentam as mesmas dificuldades. Eu tenho observado que meninos, pelo menos nessa primeira fase, quando se migra da infância para a pré adolescência, são bem mais tranquilos. Não ficam enlouquecidos com a Lady Gaga (maldita Lady Gaga), nem perdem horas na frente do espelho analisando se cada fio de cabelo está no lugar perfeito.

Parece que os meninos passam mais tempo envolvendo-se com as coisas simples da infância. Acho que são mais “desencanados”. Ou demoram mais para “encanar” com os mistérios da vida quase adulta.

Não estou aqui afirmando que a minha filha não é mais criança. Longe disso, eu espero.

Mas uma série de mudanças começam a despontar dissimuladamente no comportamento das meninas, nos forçando a aceitar uma das maiores verdades da vida: o tempo passa pra todo mundo.

Não acredito que seja possível estabelecer uma idade exata para identificar esta transição.

Ela ocorre aos poucos, no começo, e depois vem como um tsunami devorando tudo que encontra pela frente.

Cristo!

Cada criança tem sua própria hora para descobrir que a Xuxa é muito cansativa, chata mesmo.

Ao seu tempo, cada criança vai deixando de lado os minutos no parquinho para passar mais tempo no quarto, ouvindo música (maldita Lady Gaga).

As meninas, especialmente, não permitem mais que as enchamos a cabeça com lacinhos e amarrações esdrúxulas.

Em troca, começam a interessar-se por esmaltes.

Mas, será que isso é tão ruim assim?

Existem aqueles pais/mães radicalmente contra que crianças utilizem apetrechos definidos como exclusivos do mundo adulto.

Maquiagens e esmaltes são expressamente proibidos em algumas casas.

Eu acredito que, em determinado grau, devem até ser estimulados. Existe algo mais fantasioso do que o ato de se maquiar?

Para mim, ao pintar as unhas de maneira a imitar a mãe (ou a maldita Lady Gaga), ao colorir os lábios e as pálpebras, as meninas pequenas nada mais fazem do que dar asas à imaginação e brincar de faz de conta como convém a toda criança.

Óbvio que alguns cuidados devem ser considerados, como, por exemplo, garantir que isso seja apenas uma brincadeira. Nunca uma obrigação. Averiguar a qualidade dos produtos, pois estarão em contato com a pele das crianças. E estabelecer limites de tempo e espaço para estas brincadeiras.

Fora isso, pouco podemos fazer além assistir o tempo passar, orientar o melhor caminho, e torcer para que ele seja seguido.

http://www.dasmariasblog.pop.com.br

Maldito Orkut

Sem categoria, desabafo, vergonha março 3rd, 2010

O problema é quando a gente começa a nomear nossos momentos como se fossem comunidades do Orkut.

Por exemplo:

“Eu tenho medo da Rafaela de Viver a Vida.”

Ou ainda…

“Eu sempre choro na eliminação do BBB.”

É triste, é brega… mas é verdade.

: P

O trote

crítica, direitos, respeito, vergonha março 1st, 2010

Alguém aí curte essa história de trote?

Acha legal ser humilhado, tendo que assumir as posições mais ridículas e submetendo-se ao capricho de veteranos mal educados?

Eu já comecei algumas faculdades : )

Então, naturalmente, fui submetida a vários trotes.

O primeiro de todos, quando comecei, pela primeira vez, o curso de jornalismo, foi tão traumático que me causou problemas em todos os outros.

Traumático?

Os caras só entraram na sala fazendo terrorismo, gritando, jogaram katchup e mostarda na nossa cabeça, sequestraram os cadernos e só devolveram mediante pagamento de uma taxa que não era grande coisa.

Se isso é traumático… vai ser fresca assim no inferno!

Traumáticas foram as imagens mostradas ontem pelo Fantástico.

Fígado de boi já é uma coisa nojenta. Podre. E em cima da sua cabeça, então. É pra morrer.

Tapa na cara, cuspida, ovada na cruz… gente, o que que é isso?

O mais interessante é que normalmente essas notícias de trotes que extrapolam o bom senso vêm de estudante de medicina.

Bom, espero que ensinem respeito, bons modos e dignidade na faculdade de medicina.

Putz! Pior que faculdade não existe pra ensinar esse tipo de coisa. Isso se aprende (em tese) em casa.

Então… fudeu!

Imagina que o cara que vai cuidar da sua saúde amanhã é o mesmo FDP que faz essas barbaridades hoje.

Na boa… prefiro cair na mão de uma benzedeira ou, quem sabe, eu mesma googlar e descobrir a melhor forma de tratar o meu problema.

Ta! Eu sei que é errado se automedicar, mas… tem tanta coisa errada nesse mundo.

Ah! Voltando aos trotes.

Quando comecei o curso de Turismo saí no braço com uma veterana que queria me pintar com canetinha e cismou que eu tinha que dançar na boquinha da garrafa e andar pelo centro de Floripa amarrada numa corda com um monte de infeliz que acha certo, normal, divertido, pagar mico só porque é calouro.

Não saí no braço de verdade. Foram só alguns empurrões. Mas porque ela desistiu : )

Aí resolvi voltar pra Tubarão e começar o curso de publicidade.

Mas dessa vez fui mais esperta. E os veteranos também.

Quando aquele monte de macaco se reuniu no corredor e começou a gritar anunciando que entrariam na sala para o trote, eu entrei em pânico.

Por sorte, um senhor mais velho (éramos uma gurizada) e bastante corpulento tentou me acalmar. Ele dizia:

- Calma menina. Eles só vão entrar, fazer umas brincadeirinhas e arrecadar um troco pra fazer uma festa de boas vindas.

- O que? O senhor tá doido? Eles vão jogar katchup e mostarda na nossa cabeça, riscar nosso rosto com canetinha, nos obrigar a fazer coisas ridículas na frente de todos e ainda nos extorquir.

- Ah é?! Espera aí que eu vou fazer papel de bobo depois de velho.

Foi nessa hora que o senhor se levantou, andou calmamente até a porta da sala, que até então permanecia fechada, abriu a porta, tirou a cinta, estalou a mesma na parede e gritou com uma voz bem grossa.

- Acabou a palhaçada! Quero ver quem é que vai entrar aqui. Vem, vem.

Huahuahuahuahuaha

A veteranada foi toda embora e acabou o trote.

Adorei!

Por sorte, quando comecei o curso de direito o pessoal era mais civilizado. A Universidade já proibia esse tipo de vandalismo dentro das dependências e fomos recepcionados com uma café da manhã. Como deve ser.

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Não pretendo começar mais nenhuma faculdade, mas já to me preocupando com o que será que a Ana vai enfrentar.

Não mexe com a minha filha!

crítica, desabafo, filhos, infantil, respeito fevereiro 18th, 2010

Então, Deus falou:

- Todos os erros das mães serão perdoados quando cometidos em defesa de seus filhos!

Falou?

Não sei. Mas deixa eu acreditar que sim, vai.

Quando a minha filha tinha um aninho eu comentei com alguém sobre um outro bebê, que, digamos, não tinhas os mesmo atributos estéticos…

Do alto da minha ignorância eu disse que aquela criança era “feinha”.

Por sorte, uma terceira pessoa estava por perto e me alertou para o fato de que nenhuma criança é “feinha”, nem nada parecido. As crianças são a maior manifestação de beleza e graça. Independente de seus traços físicos.

De todo o meu coração, obrigada, terceira pessoa.

Essa é uma verdade incontestável, que eu tive a sorte de aprender.

Crianças de 1,2,3,4 ou 5 anos não são feias, não são chatas.

Mas… lá pelos seus 9, 10 anos… tem umas que não dá pra suportar.

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Hoje foi o primeiro dia de aula da Ana e eu, claro, fui levá-la até a sala de aula. Carreguei a mochila, pesadíssima. Esperei que ela escolhesse o lugar que queria sentar, e fiquei alguns instantes ali do lado, estudando o ambiente.

Talvez eu não seja uma mãe normal. Mas eu me esforço bastante para parecer.

Infelizmente, algumas situações fogem ao meu controle.

Não tá entendendo? Vou explicar.

Assim que entramos na sala de aula eu percebi uma menina olhando pra Ana e cochichando com a coleguinha ao lado, de um jeito que não me agradou.

Ah! Não mexe com a minha filha.

A Ana nem percebeu, e eu cuidei para que ela continuasse sem perceber, claro.

Mas, como já não sou fã da tal guriazinha devido ao seu histórico de antipatia, fiquei olhando, enquanto ela, distraída, continuava sua conversa maquiavélica. (Tá bom, tá bom. Peguei pesado.)

A peste, ops!, a menina, de repente, virou na minha direção e, ao dar de cara comigo, escancarou um sorriso, que só filmando para vocês entenderem e perceberem que eu realmente não sou louca. Mas, sério, foi nojento. Ela arregaçou aquela boca e deu um sorriso tão falso que era absurdamente caricato.

Eu tive a nítida sensação que ela estava pensando:

- Ah! É só uma mãe. Todas as mães são idiotas, é só eu dar um sorriso e ela se derrete.

Coitada.

Errou o alvo.

Eu, sem nem perceber, juro, fiz uma cara tão feia pra guria que ela não entendeu nada. Ficou sem graça e virou pra frente.

Eu sou mesmo só uma mãe.

E não mexe com a minha filha!

Filha de Peixe… É Sagitário

Blog, filhos, infantil fevereiro 5th, 2010

Ó! Só vendo a minha cara pra fazer idéia do orgulho que eu to sentindo.

Ta bom, calma, vou contar.

Todo mundo sabe que eu tenho uma filhota de nove anos.

E, digamos que, ao contrário de mim e da minha irmã (boas piscianas), ela não é nenhum peixinho de aquário.

Eu também não sou nenhuma crente em astrologia e horóscopo, mas tenho observado que, em geral, existe uma série de características atribuída a cada signo que podem ser observadas em grande parte dos indivíduos influenciados pelos mesmos.

E eu tive a sorte de ser presenteada com uma sagitarianazinha linda.

O problema é que, como é comum a este signo, ela não tem amarras e não se amedronta diante de novas oportunidades.

O bom é, exatamente, que ela não tem amarras e não se amedronta diante de novas oportunidades.

Isso mesmo.

Como tudo na vida, isso tem um lado bom e um lado ruim.

Mas o meu orgulho é devido ao fato de que essa garotinha, com apenas nove anos, começou a blogar e, diga-se de passagem, está se saindo muito bem.

A Ana faz parte do blog Ver para Crescer, criado pelo Enzo, filho da Sam Shiraishi.

E, antes que alguém insinue alguma coisa, não, eu não escrevo os posts por ela.

Claro que, como mãe e blogueira mais experiente, eu oriento, sugiro, debato. Mas, acima de auqlquer coisa, eu respeito muito o trabalho DELA.

Parabéns filhota.

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