Amiga de infância

beleza, desabafo, dieta, mulher julho 16th, 2010

A amiga foi morar em outra cidade, um pouco longe, mas volta e meia retorna à cidade natal para visitar a família.

É nestes momentos que conseguimos nos encontrar e colocar a fofa em dia.

Adoro.

Conversa vai, conversa vem, falamos das fulanas e ciclanas da adolescência, por onde anda cada uma, que fim levou.

- Aquela tá bem gorda. Acho que é um pouco de falta de vergonha na cara.

- Ai não, amiga. Não diz isso. Porque eu, que vivo tentando perder os quilos que ganhei, é que sei da luta que é emagrecer. Não é fácil.

- Ha! Mas tu estais beeem mais magra do que a última vez que eu te vi.

- Que nada. Ainda não consegui me controlar.

- Tá, sim. Tá beeeem mais magra.

A amiga foi embora, e eu fiquei pensando… faz tempo que eu não consigo emagrecer.

Se ela acha que eu estou beeeem mais magra, e se eu emagreci, de fato, foi muuuuito pouco… isso quer dizer que da última vez que ela me viu se assustou em silêncio, porque me achou muuuuito gorda.

Deu. Não pensa, Maite. Não pensa.

P.S.: Amiga, caso você passe por aqui. Não precisa se explicar. Eu te amo. E to gorda mesmo. Mas to feliz. E tenho certeza que isso também te deixa feliz.

Pra não dizer que não falei do Bruno

crítica, desabafo, filhos, morte, respeito, vergonha julho 14th, 2010

- Filha, vem cá. Tais vendo esse caso do goleiro?

- Tô.

- E o que estais entendendo disso?

- Que a moça teve um filho com ele pra ficar ganhando a pensão e ele não quis pagar e matou a moça.

- É isso mesmo. Mas o que a mamãe quer que tu entendas, é que o mais importante dessa história é que o fato dele ser famoso, de ser um ídolo do futebol, não faz dele uma boa pessoa. A moça o escolheu para ser pai do filho dela pelos motivos errados. E pagou muito caro por isso. As vezes uma pessoa sabe chutar, ou agarrar uma bola, sabe cantar, interpretar um texto, e por isso se torna alguém admirado por todos, sem que sequer se avalie o seu caráter. O que a mamãe quer te ensinar é que a fama de uma pessoa não corresponde ao seu valor real e uma pessoa deve ser admirada por ser boa, não apenas por estar numa posição de destaque.

Não vou escrever aqui que o tal do Bruno é um bandido (coisa que eu acho), porque ele ainda não vou julgado e condenado, por isso ainda é apenas um suspeito.

Também não vem ao caso ressaltar os requintes de crueldade do caso, nem o número de envolvidos. Não vou comentar nem sobre a relação homossexual (pois homem que tatua declaração de amor ao amigo nas costas é o que?). E nem vou me deter aos detalhes promíscuos da vida da vítima.

Pra mim, o que realmente importa neste caso é que simplesmente por agarrar bolas um sujeito sem escrúpulos foi alçado à posição de ídolo, atraindo a atenção de jovens, oportunistas ou não.

O que pode parecer natural, pois estamos no país do futebol.

Isso não é natural. Eu não acho. Natural seria admirar o sujeito que leva uma vida correta, se dedica aos estudos e ganha prêmios por um trabalho relevante.

É esse mundo que eu quero pra minha filha.

Maldito Orkut

Sem categoria, desabafo, vergonha março 3rd, 2010

O problema é quando a gente começa a nomear nossos momentos como se fossem comunidades do Orkut.

Por exemplo:

“Eu tenho medo da Rafaela de Viver a Vida.”

Ou ainda…

“Eu sempre choro na eliminação do BBB.”

É triste, é brega… mas é verdade.

: P

Não mexe com a minha filha!

crítica, desabafo, filhos, infantil, respeito fevereiro 18th, 2010

Então, Deus falou:

- Todos os erros das mães serão perdoados quando cometidos em defesa de seus filhos!

Falou?

Não sei. Mas deixa eu acreditar que sim, vai.

Quando a minha filha tinha um aninho eu comentei com alguém sobre um outro bebê, que, digamos, não tinhas os mesmo atributos estéticos…

Do alto da minha ignorância eu disse que aquela criança era “feinha”.

Por sorte, uma terceira pessoa estava por perto e me alertou para o fato de que nenhuma criança é “feinha”, nem nada parecido. As crianças são a maior manifestação de beleza e graça. Independente de seus traços físicos.

De todo o meu coração, obrigada, terceira pessoa.

Essa é uma verdade incontestável, que eu tive a sorte de aprender.

Crianças de 1,2,3,4 ou 5 anos não são feias, não são chatas.

Mas… lá pelos seus 9, 10 anos… tem umas que não dá pra suportar.

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Hoje foi o primeiro dia de aula da Ana e eu, claro, fui levá-la até a sala de aula. Carreguei a mochila, pesadíssima. Esperei que ela escolhesse o lugar que queria sentar, e fiquei alguns instantes ali do lado, estudando o ambiente.

Talvez eu não seja uma mãe normal. Mas eu me esforço bastante para parecer.

Infelizmente, algumas situações fogem ao meu controle.

Não tá entendendo? Vou explicar.

Assim que entramos na sala de aula eu percebi uma menina olhando pra Ana e cochichando com a coleguinha ao lado, de um jeito que não me agradou.

Ah! Não mexe com a minha filha.

A Ana nem percebeu, e eu cuidei para que ela continuasse sem perceber, claro.

Mas, como já não sou fã da tal guriazinha devido ao seu histórico de antipatia, fiquei olhando, enquanto ela, distraída, continuava sua conversa maquiavélica. (Tá bom, tá bom. Peguei pesado.)

A peste, ops!, a menina, de repente, virou na minha direção e, ao dar de cara comigo, escancarou um sorriso, que só filmando para vocês entenderem e perceberem que eu realmente não sou louca. Mas, sério, foi nojento. Ela arregaçou aquela boca e deu um sorriso tão falso que era absurdamente caricato.

Eu tive a nítida sensação que ela estava pensando:

- Ah! É só uma mãe. Todas as mães são idiotas, é só eu dar um sorriso e ela se derrete.

Coitada.

Errou o alvo.

Eu, sem nem perceber, juro, fiz uma cara tão feia pra guria que ela não entendeu nada. Ficou sem graça e virou pra frente.

Eu sou mesmo só uma mãe.

E não mexe com a minha filha!

Quebradeira de correntes

Blog, desabafo, estilo dezembro 17th, 2009

Caso alguém ainda não tenha percebido, vou escancarar, para que não exista mais nenhuma dúvida.

Eu sou a maior quebradeira de correntes do mundo.

Ninguém ganha de mim.

Como assim, quebradeira de correntes?

Sabe aquele e-mail que você envia pros amigos, ou aquele recadinho que deixa no Orkut, ou aquele selinho com que presenteia os blogs?

Então! Eu vacilo. Não passo pra frente. Deleto. Encaminho pra lixeira.

Se eu não tenho vergonha de admitir isso?

Olha, em relação aos selos, tenho vergonha, sim. São presentes que as pessoas enviam. Eu juro que guardo no coração, mas não tenho como publica-los no blog. Não é falta de consideração, não. Vou explicar porque faço isso.

Acho que todo mundo já sabe que eu sou jornalista. Apesar de publicar posts sobre assuntos pessoais, no sentido que expressam unicamente aquilo que eu penso, encaro o Penso em Tudo de forma profissional. Cada vez mais. Então, imagine um jornal onde são publicados  vários recados carinhosos enviados por amigos ao editor. Conseguiu imaginar?

Não dá, né.

E não to sendo esnobe ao dizer isso. Não quero demonstrar que os blogs que publicam selos não tem qualidade. Longe disso. Conheço pessoas que blogam muito a sério e publicam selos. O Brasil do Bem, da querida Janeisa, é um blog que eu admiro muito. É lindo. Tem um conteúdo bem interessante. E divulga vários selinhos. Sem problemas.

Só que esta não é linha que eu sigo aqui.

Agora, voltando às correntes, DETESTO.

Mesmo se você me enviar um e-mail em no de deus, citando um salmo bíblico ou qualquer coisa do gênero, ele ainda tem uma simples classificação: SPAM.

Sendo assim, só tem um caminho a seguir. Lixeira.

Isso se eu gostar muito do remetente, caso contrário, só me resta denunciar como SPAM.

Você não vai me comover citando o nome de deus, seja ele qual for, ou a história de uma criancinha que ninguém sabe se realmente existe.

Não vai me assustar com ameaças de que algo de ruim pode acontecer caso eu não repasse a porcaria da mensagem em algumas horas.

Nem, tão pouco, vai me envaidecer com elogios.

Na grande maioria das vezes, sua mensagem não é, sequer, lida. Eu não abro SPAM.

E, se por acaso você receber uma corrente enviada por mim, não abra. Só pode ser vírus.

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